A chefe de gabinete do presidente Michel Temer foi ouvida pela Polícia Federal no inquérito da Odebrecht, que apura uma negociação de R$ 10 milhões da empreiteira para o MDB em 2014, discutido durante um jantar no Palácio do Jaburu.

Segundo informação do bog de Andreia Sadi, no G1, a PF quis saber de Nara de Deus a respeito do jantar no Jaburu entre executivos da Odebrecht, Temer, então vice-presidente, e Eliseu Padilha, atualmente ministro da Casa Civil. 

Nara de Deus disse que só soube do episódio através da imprensa e "que tal reunião não foi agendada pela depoente, esclarecendo que a administração da agenda oficial do então vice-presidente era tarefa afeta à depoente".

Foi então que a defesa de Nara sugeriu questionamento complementar sobre se eventos extra agenda oficial era "fato comum naquela época".

Ainda segundo Andreia Sadi, Nara respondeu que, "por características pessoais", Temer sempre foi "muito receptivo", desde os tempos em que era parlamentar. "Que esse comportamento acessível era, inclusive, traço marcante de sua atividade política", contribuindo para a eleição dele à Presidência da Câmara por dois mandatos.

Nara disse também que "essa abertura" continuou quando Temer assumiu a vice-presidência da República, "com a prática de receber pessoas sem observar o rigor da agenda oficial". "Portanto, muitos encontros podem ter sido realizados sem o conhecimento da depoente".