A jovem que teve o corpo marcado com uma suástica durante o período eleitoral de 2018, vai prestar serviço à comunidade em vez de enfrentar processo judicial por falsa comunicação de crime. 

A defesa aceitou a proposta do Ministério Público. A jovem, de 19 anos, vai prestar 200 horas de serviços à comunidade em data e local ainda a serem definidos. 

O caso ocorreu em outubro do ano passado no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, em meio à campanha eleitoral, e contou com ampla divulgação da grande mídia, que usou o fato para atacar eleitores de Bolsonaro e atingir a candidatura do atual presidente da República.

A estudante procurou a polícia informando que havia sido atacada em via pública e que os agressores teriam marcado seu corpo com um símbolo que lembrava uma suástica. 

Ela foi indiciada no final de 2018 pela Polícia Civil por falsa comunicação de crime, ao se automutilar.

A advogada da jovem, Gabriela de Souza, diz que sua cliente segue em tratamento psiquiátrico. A garota diz ter recebido várias ameaças e por isso aceitou a transação penal, até para não se expor ainda mais.

Ela ressaltou que aceitar a transação penal não é aceitar a autoria do fato e disse estar preservando a imagem dela que foi amplamente abalada.

O Tribunal de Justiça informou que a jovem será intimada para uma entrevista no Centro de Atendimento Psicossocial e Multidisciplinar para definição da data e do local onde serão prestadas as 200 horas de serviços comunitários.