Em entrevista a Marie Claire, Marina Silva foi questionada se já havia sofrido algum tipo de violência sexual. 

Eis a resposta da candidata:

"Nunca. Quando éramos crianças, tínhamos uma espingarda. Eu e minhas irmãs a levávamos para cortar a seringa. Só uma delas sabia atirar e a gente se dividia na estrada para fazer o serviço mais rápido. Ou seja... não adiantava muita coisa. Mas havia esse medo porque éramos ali talvez as únicas mulheres que cortavam seringa. Minha mãe tinha medo por ser um espaço dos homens. As meninas casavam muito cedo. Havia, inclusive, uma cultura de encomendar casamentos. Como pertenço a uma família de matriarcas, esse tipo de proposta nem chegava perto. Minha mãe era uma tigresa na defesa do feminino e, pelo lado do meu pai, minha avó era a matriarca forte", respondeu Marina Silva de acordo com a revista. 

No entanto, em entrevista à Mariana Godoy, da Rede TV, Marina criticou algumas propostas de pré-candidatos para a segurança pública. 

"Em primeiro lugar, não é essa ideia de que violência a gente combate com mais violência. O Estado é que tem a obrigação de proteger as pessoas, não é liberando porte de armas para que cada um faça a sua defesa pessoal." 

Segundo Marina, o Estado é quem é o responsável pela segurança das pessoas e, dessa forma, as pessoas não podem ter armas para se defender. 

Cabe destacar que no ano de 2017, o Brasil registrou mais de 63 mil mortes violentas.