O Ministério Público Federal em Minas Gerais denunciou Adélio Bispo de Oliveira pelo crime de atentado pessoal por inconformismo político (art. 20, parágrafo único, da Lei 7.170/83). 

O militante de esquerda tentou assassinar Jair Bolsonaro com uma facada que mirava o coração em 6 de setembro, durante um ato de campanha em Juiz de Fora. 

De acordo com a denúncia, Adélio tentou eliminar o favorito na disputa no primeiro turno com o objetivo de determinar o resultado das eleições mediante ato de violência. 

A denúncia segue a tese do relatório apresentado pela PF na sexta-feira.

“A tentativa de eliminação física do favorito na disputa pelo primeiro turno, em esforço para suprimir a sua participação no pleito e determinar o resultado das eleições mediante ato de violência – e não, como dito, mediante o voto –, expôs a grave e iminente perigo de lesão o regime democrático; produziu risco sério e palpável de distorção no regime representativo, consistente na perspectiva de privação, à força, da possibilidade de milhões de eleitores sufragarem as ideias e propostas com as quais se identificam. De outra parte, no plano concreto, a conduta provocou lesão real e efetiva ao processo eleitoral, ao afastar o candidato Jair Bolsonaro da campanha nas ruas, talvez definitivamente, e ao exigir a reformulação das estratégias dos concorrentes.”