A Polícia Federal concluiu inquérito sobre o atentado contra Jair Bolsonaro durante um ato de campanha em Juiz de Fora. 

Adélio Bispo de Oliveira, o terrorista que esfaqueou o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. 

O inquérito da Polícia Federal concluído nesta sexta-feira (28), afirma que ele agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação “foi indubitavelmente política”. 

"Percebe-se que ADÉLIO BISPO DE OLIVEIRA fotografou previamente alguns locais em que o candidato estaria na cidade, assim como o outdoor que anunciou sua presença. Em outras fotos e imagens encontradas em seu aparelho de celular, restou evidenciado que esteve acompanhando o presidenciável JAIR MESSIAS BOLSONARO durante todo o dia, tendo tido, inclusive, acesso ao hotel em que estava programado um almoço com empresários. Esteve filmando e fotografando outros locais cuja visita estava prevista em agenda, à exemplo da Câmara Municipal de Juiz de Fora/MG e da FUNALFA. Configuram-se, portanto, indubitavelmente, elementos robustos de que houve uma decisão prévia, reflexiva e arquitetada, por parte de ADÉLIO BISPO DE OLIVEIRA para atentar contra a vida do candidato JAIR MESSIAS BOLSONARO,"diz trecho da conclusão do inquérito. 

No entanto, ainda não acabou. Um segundo inquérito foi aberto para dar continuidade às apurações.