Em audiência em Curitiba, em 16/12, Sérgio Moro estava ouvindo – por meio de videoconferência – José Afonso Pinheiro, ex-zelador do prédio onde fica o Tríplex no Guarujá/SP. No final, houve um agastamento entre o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, e o juiz. A informação é do brilhante site Migalhas.

Moro, então, encerrou a videoconferência, dispensando a testemunha e desligando o áudio oficial. A discussão, no entanto, não terminou.

O juiz Sergio Moro não deixou ser oprimido e rebateu a defesa, perguntando se a testemunha vai sofrer queixa-crime, ou ação de indenização, referindo-se evidentemente às ações movidas pela defesa:

Advogado: "Depende. Quando as pessoas praticam atos ilícitos, respondem pelos atos. Acho que é isso que diz a lei."

Juiz: "Vai entrar com ação de indenização, então, contra ela, doutor?"

Advogado: "Não sei, o senhor está advogando alguma coisa para ela?"

Juiz: "Não sei, a defesa entra contra todo mundo, com queixa-crime, indenização..."

Advogado: "O senhor vai advogar? Eu acho que ninguém está acima da lei. Então, da mesma forma como as pessoas estão sujeitas a determinadas ações, as autoridades também devem estar."

Juiz: "Tá bom, doutor. Uma linha de advocacia muito boa..."

Advogado: "Faço o registro de Vossa Excelência e recebo como um elogio."

Juiz: "Tá bom."

O juiz da Lava Jato não é obrigado e ter sangue de barata. Os advogados de Lula, muito bem pagos com o dinheiro que o ex-presidente ganhou, estão fazendo um verdadeiro inferno na vida do juiz. 

Moro, por sua vez, não está se deixando intimidar e sempre que pode tem rebatido a altura dos ataques.